8 de abril de 2005

para uma definiçao de arquitectura


em resposta ao desafio do Tiago. Começo com o unico projecto realizado do Piranesi, a Igreja dos Cavaleiros de Malta no Aventino, em Roma. E' obviamente impossivel fotografa'-la bem, porque esta' escondida e nao se pode visitar. E' um dos cantos do cisne do barroco romano, mas espacialmente pouco mais é do que uma caixa simples com um telhado a duas aguas; ou seja, nada de extases espaciais borrominianos. Parece sim uma das gravuras do autor: estampada de baixos-relevos, bizarros e justapostos de um modo completamente nao otodoxo sobre as superficies lisas das paredes, como se estas fossem papel.
Em que é que isto entra com o tema? Pois bem, para mim isto é arquitectura, arquitectura como linguagem. E nao estou a dizer que arquitectura seja linguagem, porque acho, ao contrario das citaçoes do Tiago, que ela é feita de coisas fisicas, mas o que verdadeiramente a distingue de um pedaço de pedra ou de uma montanha é aquilo que ela diz, e no caso da arquitectura erudita aquilo que ela quer dizer e se o consegue e como. Por isso posso gostar de gente tao diversa como dos nossos Santos Padres da Escolinha e também deste tipo (a que alias devo esta ideia).

1 comentário:

Anónimo disse...

Ainda tenho mais uma ou duas ideias na mesma linha de pensamento (provavelmente vão ser as seguintes) mas não esperes de mim uma linha muito contínua...vou começar a baralhar um bocado o esquema!Contradições também são permitidas!
Na "città eterna" deves encontrar milhares de exemplos possíveis para definir arquitectura...mesmo com três ou quatro(?)milhões de peregrinos a entupirem as ruas.
Já tens algum a dormir em tua casa? Eh Eh Eh